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O mistério da estrela de Belém

Publicado em 12 de dezembro de 2019

O Mistério da Estrela de Belém

“…Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. (…) E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a SUA ESTRELA no Oriente e viemos para adorá-lo….”(cf. Mateus 2.1,2).

Introdução:

A popular frase “Estrela de Belém” foi, e ainda continua sendo, um fenômeno registrado no Evangelho de Mateus 2.1,2 que marcou de maneira sobrenatural o nascimento de Jesus Cristo, e que indicou aos magos do Oriente o local exato de onde estaria o prometido Rei dos judeus.

Há muitas conjecturas e argumentos sobre a natureza ou origem desta ESTRELA com o desejo de achar a verdade histórica. Infelizmente tem acontecido um fato interessante, a maioria das pessoas exalta mais o milagre do que quem fez o milagre.

Interpretações deste fato:

1. Tanto a ESTRELA como a narrativa é uma mitologia, criada pelo autor para engrandecer a pessoa de Jesus Cristo, e a história de seu nascimento. Isso não passa de conjectura.

2. A ESTRELA foi um fenômeno divino dado só aos magos do Oriente, pois ninguém, além deles, podia vê-la. Esta é a explicação para a falta de provas nos documentos antigos, de que algo importante teria sido visível no céu naquela época. No entanto, no texto não há qualquer evidência disso.

3. A ESTRELA foi um cometa. O propagador desta interpretação é Orígenes, teólogo, filósofo neoplatônico (conjunto de doutrinas e escolas de inspiração platônica), patrístico (filosofia cristã dos três primeiros séculos estabelecida pelos Pais da Igreja), que viveu por volta do ano 200 d.C. Ele escreveu o seguinte: “Sou de opinião que a estrela que apareceu aos magos no Oriente era uma estrela nova, que nada tinha em comum com aquelas estrelas que aparecem no firmamento ou nas camadas inferiores do ar. Provavelmente parecia um tipo de corpos celestes que costumam aparecer de vez em quando e que os gregos chamam segundo o seu formato, ora cometas, ora travas de fogo, ora estrelas caudadas, ora outros nomes” – Livro: “E a Bíblia Tinha Razão”, de Werner Keller, nas páginas 356 e 357.

4. Teria sido uma conjunção de planetas, assim opinou o astrônomo Kepler, Munter, e Ideler, e diversos intérpretes e comentaristas, incluindo o clérigo, teólogo, crítico textual, erudito, poeta, hinógrafo e escritor inglês Alford, que explica a ideia detalhadamente. No ano 7 a.C., houve uma conjunção de Júpiter e Saturno, no dia 20 de maio, na constelação de Peixes, grau 20, próximo à ponta de Áries, que segundo a astrologia, é a parte do céu que apresenta os maiores e mais notáveis acontecimentos. No dia 27 de outubro do mesmo ano os mesmos planetas se conjugaram no grau 15 da constelação de Peixes. No dia 12 de novembro a mesma coisa ocorreu no grau 16 (alguns dão as datas de 29 de maio, 29 de setembro e 4 de dezembro). Assim sendo, os magos do Oriente viram a primeira conjunção no dia 29 de maio que foi visível três horas e meia antes do sol nascer. Os magos do Oriente viajaram gastando nisso cinco meses ou mais (cf. Esdras 7.9). Nesse caso, teriam visto a conjunção que ocorreu em dezembro na direção de Belém, quando estavam perto da cidade. Levando em conta que os magos do Oriente eram astrólogos, essa explicação se torna racional.

5. A estrela seria uma personalidade, como um anjo (cf. Jó 38.7), que teria guiado os magos a Jerusalém. Considerando-se que o texto não tem qualquer indicação sobre isso, e que os magos do Oriente eram astrólogos, acostumados ao estudo das estrelas, dificilmente se pode aceitar tal ideia.

6. A estrela foi um tipo de astro, especialmente preparado por Deus, para guiar os magos do Oriente. Essa é a ideia mais racional, e é aceita pela maioria das pessoas, pois esta ESTRELA é um ministério divino.

Conclusão:

Finalmente, o que tenho a dizer é que a Bíblia não responde a tal questionamento. Diante de todas estas interpretações conjecturais fico admirado de que o plano milagroso de Deus foi fazer com que Cristo nascesse no momento exato de um fenômeno sem precedente e sem explicação. Deus não se preocupou em criar um novo astro ou corpo celeste. Com toda certeza a Glória de Deus foi e continua sendo exaltada com este fenômeno da ESTRELA que guiou os magos do Oriente até o local de nascimento de Jesus Cristo, que além de ser o Rei dos judeus, também é “…REI DOS REIS, E SENHOR DOS SENHORES…” (cf. Apocalipse 19.16).

Vosso Servo no Senhor Jesus Cristo
Professor Pastor Isaac Pinto de Oliveira

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