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Ponto de Equilíbrio Soteriológico

Publicado em 18 de outubro de 2019

No meio cristão evangélico há várias interpretações sobre a Soteriologia que é a doutrina da salvação, mas existem duas grandes divisões quanto a esta doutrina que têm causado muitas discussões. Por um lado temos os Calvinistas Supralapsarianos¹ que exaltam a irresistível graça de Deus particular (gratia particularis) como única fonte de salvação, reduzindo o homem a nada, e cogita que a salvação é um processo praticado sem a intervenção da vontade humana, e que até a necessidade da pregação do Evangelho pode ser dispensada; na contramão temos os Armianistas que exaltam a vontade humana, e o livre-arbítrio quanto a sua salvação, chegando até mesmo a negar que somente a graça de Deus (sola gratia) salva os pecadores, mas, que a salvação se alcança mediante a colaboração da graça divina com a vontade humana.

A dificuldade entre estas teorias teológicas é compreender de que maneira se compatibilizam a Soberania divina e a vontade humana. A Bíblia, como livro divino, extingue essas dificuldades mostrando claramente que os dois lados são conciliáveis, e que apenas são dois lados de uma grande verdade, que diz respeito a uma ação recíproca da Soberania divina, e da vontade humana. O grande problema é o radicalismo ou extremismo que por vezes é antibíblico e antagônico colocado por alguns dos seus adeptos, gerando por vezes como resultado natural reações que conduzem a erros:

(1) O excessivo ou exagerado destaque à irresistível graça de Deus particular (gratia particularis) como única fonte de salvação, que pode levar o crente a viver uma vida de maneira descuidada, sem reflexão, negligente, imprudente etc., pois ele pode compreender que haja o que houver com suas atitudes elas não têm nenhuma ligação com sua salvação; e

(2) O excessivo ou exagerado destaque à vontade humana e o livre-arbítrio, que pode levar o crente a um legalismo observando e obedecendo com rigor códigos regimentais e morais, imaginando que tais coisas o fazem alcançar o favor divino, e assim fica quase o privando de ter total confiança de sua salvação na obra salvífica de Jesus Cristo provido pela Sua expiação. A solução prática é evitar o radicalismo ou extremismo, e entender que Deus não está sujeito aos limites do entendimento humano “ELE É SOBERANO”, e que o ser humano não é um robô ou boneco nas mãos de um Deus EXTRAVAGANTE, ESQUISITO, IMPREVISÍVEL e IRADO, e mesmo que nos aprofundemos nos mistérios divinos, somos ainda limitados no conhecimento conclusivo de determinados assuntos espirituais (cf. Deuteronômio 29.29; Atos 1.7; Romanos 11.33-36; 1 Coríntios 2.16).

Os pais da Igreja, e os teólogos antigos e modernos (Agostinho, Pelágio, Calvino, Armínio, Lutero, Aquino), foram importantes homens usados por Deus no desenvolvimento de suas teorias teológicas que muito têm contribuído para o nosso conhecimento. No entanto, devemos entender que estas teorias não são conclusivas sobre a nossa salvação, nem tampouco a nossa salvação depende de conhecê-las. A única palavra conclusiva é que Jesus Cristo é a fonte para a nossa salvação, e a Bíblia, especificamente o Novo Testamento (cf. 2 Timóteo 2.10; Hebreus 5.9; Romanos 10.9-11 comparar com Atos 16.31; 1 João 5.20; Judas v.21).

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¹O Calvinismo tem três grupos: Supralapsarianos – essa palavra vem do latim, supra, “antes”, e lapsus, “queda”. Esse grupo calvinista afirma que Deus decretou certo número de pessoas para eleição e outros para reprovação, antes da queda do homem no pecado. Esse grupo é chamado de hipercalvinista ou ultracalvinista; Infralapsarianos – essa palavra vem do latim, infra, “depois”, e lapsus, “queda”. Esse grupo calvinista afirma que Deus decretou a eleição e a reprovação depois da queda do homem no pecado. Esse grupo rejeita o terceiro ponto da TULIP calvinista que é a “expiação limitada”, considerado o ponto mais fraco. Esse grupo é chamado de calvinista moderado; Sublapsarianos, essa palavra vem do latim, sub, “sob”, e lapsus, “queda”. Esse grupo defende a ideia de que Deus não decretou a queda de Adão e seus descendentes, mas tão somente a previu. Esse grupo é também considerado calvinista moderado. Lapsariano é aquele que crê na doutrina que o homem é um ser caído.

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